O Tribunal do Júri de Dias d’Ávila encerrou um dos capítulos mais brutais da história recente da Bahia. Os jurados condenaram os três réus remanescentes pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas. Como resultado, as novas penas somam mais de 96 anos de reclusão. Portanto, o Judiciário oferece uma resposta definitiva ao crime planejado em outubro de 2023.
Planejamento e execução do crime
Conforme sustentou o Ministério Público da Bahia (MPBA), Ederlan Santos Mariano, marido da vítima, arquitetou o assassinato de forma meticulosa. Visto que não aceitava o fim do relacionamento, ele contratou comparsas por R$ 2 mil para executar o plano. Além disso, o grupo organizou uma emboscada que resultou na imobilização, morte e posterior carbonização do corpo da cantora às margens da BA-093.
O veredito: Penas detalhadas
O Conselho de Sentença reconheceu crimes graves, como feminicídio, motivo torpe e meio cruel. Em consequência disso, o juiz fixou as seguintes punições:
| Réu | Papel no Crime | Pena Estabelecida |
| Ederlan Santos Mariano | Mandante e mentor intelectual | 34 anos e 5 meses |
| Victor Gabriel O. Neves | Responsável por imobilizar a vítima | 33 anos e 2 meses |
| Weslen Pablo (Zadoque) | Executor direto do assassinato | 28 anos e 6 meses |
Histórico de condenações
Vale lembrar que a Justiça já havia condenado um quarto envolvido anteriormente. Em abril de 2025, o motorista Gideão Duarte recebeu a sentença de 20 anos e 4 meses de prisão. De acordo com o processo, ele realizou o transporte de Sara até o local onde os executores a aguardavam. Dessa forma, com o julgamento desta quarta-feira, o Estado conclui a responsabilização de todos os envolvidos na morte da cantora.



