Primeiramente, é importante que o consumidor prepare o bolso, pois os medicamentos em todo o Brasil terão novos tetos de preço a partir desta quarta-feira. Isso ocorre porque a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou o reajuste anual, fixando o teto máximo em 3,81%. Ademais, esse índice acompanha exatamente a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses.
O que esperar nas farmácias?
Embora o governo permita o limite máximo de 3,81%, o mercado projeta que o aumento médio real fique em torno de 1,95%. Essa diferença acontece porque o cálculo da CMED é complexo e vai muito além da simples inflação. Nesse sentido, o órgão pondera fatores cruciais, tais como:
- A produtividade da indústria farmacêutica;
- A variação cambial do dólar;
- Principalmente, o nível de concorrência entre os laboratórios.
Entenda a divisão por categorias
De maneira geral, a CMED aplica o reajuste de forma escalonada. Curiosamente, os medicamentos com mais concorrentes (como os genéricos) costumam sofrer o reajuste maior. Por outro lado, os remédios de alta tecnologia e com poucos fabricantes possuem as altas mais limitadas.
Confira abaixo as faixas de reajuste para 2026:
| Categoria | Nível de Concorrência | Reajuste Máximo | Exemplos |
| Nível 1 | Alta concorrência | 3,81% | Analgésicos e antibióticos comuns |
| Nível 2 | Média concorrência | 2,47% | Medicamentos de uso contínuo |
| Nível 3 | Baixa concorrência | 1,13% | Itens de alta tecnologia ou patenteados |
Dica essencial ao consumidor
Visto que o índice anunciado representa apenas um “teto”, a pesquisa de preços torna-se indispensável. Com efeito, farmácias e drogarias costumam oferecer descontos sobre o preço de tabela para manter a competitividade. Portanto, antes de fechar a compra, compare sempre os valores em diferentes estabelecimentos, pois a economia pode ser significativa.



