O Tribunal do Júri de Salvador iniciou, às 8h desta segunda-feira (13), o julgamento dos acusados de assassinar a líder quilombola Maria Bernadete Pacífico. Visto que o crime chocou o país pela brutalidade, a sessão no Fórum Ruy Barbosa atrai olhares de movimentos sociais e autoridades. Nesse sentido, a justiça busca encerrar a espera por respostas que já dura desde agosto de 2023.
Adiamentos e a busca por justiça
Embora a defesa tenha conseguido adiar o processo no final de março, o Judiciário finalmente colocou os réus diante do conselho de sentença. Dessa forma, o julgamento foca na execução bárbara ocorrida em Simões Filho, onde criminosos invadiram a casa da vítima e dispararam 25 tiros contra ela. Além disso, é importante destacar que os netos da líder presenciaram toda a ação criminosa, o que agrava o impacto psicológico do episódio.

O papel dos réus no crime
O Ministério Público sustenta a acusação contra dois nomes principais, classificando o ato como homicídio qualificado. Consequentemente, o processo detalha a participação de cada um:
- Arielson da Conceição dos Santos: As investigações o apontam como o executor direto dos disparos que vitimaram a quilombola.
- Marílio dos Santos: Os promotores o denunciaram como o mandante do atentado. Contudo, ele permanece foragido e não compareceu ao banco dos réus.
Impacto e repercussão
Como Mãe Bernadete era a voz principal do Quilombo Pitanga dos Palmares, sua morte mobilizou órgãos internacionais de direitos humanos. Portanto, o desfecho deste caso servirá como um marco importante na luta contra a violência no campo e na proteção de lideranças tradicionais na Bahia. Enquanto o júri delibera, familiares e ativistas mantêm uma vigília em frente ao fórum, clamando por uma sentença rigorosa.




