Os consumidores baianos precisam preparar o orçamento para as novas altas na conta de luz. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os reajustes tarifários atingirão 35 milhões de brasileiros até junho de 2026. Esse número representa quase 40% do total de clientes no país. Nesse cenário, a Neoenergia Coelba concentra parte significativa desse impacto nacional.
Índices acima da inflação
De início, os aumentos em diversas regiões superam a inflação oficial. Os picos de reajuste variam entre 12% e 19% em algumas localidades. Dessa maneira, o cenário ignora a previsão inicial da Aneel. A agência estimava uma alta média de apenas 8% para este ano. Consequentemente, o custo de vida das famílias baianas sofre uma pressão direta.

Vários fatores impulsionam essa alta na tarifa. Além dos encargos setoriais, houve um aumento no custo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Simultaneamente, as pressões estruturais e os custos de transmissão elevaram os encargos embutidos na conta. Contudo, o uso de recursos do Uso de Bens Públicos (UBP) ajudou a segurar os índices no Nordeste.
Reflexos no Recôncavo Baiano
Para as cidades do Recôncavo Baiano, como Santo Amaro, o impacto é imediato. O custo da energia afeta diretamente o comércio e a produção industrial da região. Embora o Nordeste utilize mecanismos de alívio, o valor final continua elevado para o consumidor. Dessa forma, a discrepância entre a inflação e a tarifa compromete o poder de compra da população.
Portanto, os especialistas alertam para os desafios econômicos do primeiro semestre de 2026. A Aneel justifica que os valores refletem os custos reais do sistema elétrico nacional. Afinal, a operação do setor enfrenta pressões constantes de custos estruturais.




