A Petrobras iniciou oficialmente as atividades da plataforma P-79 no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, durante o feriado de 1º de maio. Nesse sentido, a companhia antecipou a entrada da unidade em operação em três meses, o que reforça a capacidade produtiva brasileira diante da volatilidade energética global. O navio-plataforma (FPSO) consegue processar 180 mil barris de óleo e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.
Infraestrutura e Logística de Exportação
De início, a estrutura representa a oitava unidade a operar no campo, elevando a produção local para cerca de 1,33 milhão de barris por dia. Além disso, a integração da P-79 é fundamental para o escoamento de gás natural no país através do gasoduto Rota 3. Dessa maneira, a nova unidade adiciona até 3 milhões de metros cúbicos diários à oferta nacional do insumo.

A construção do equipamento ocorreu na Coreia do Sul e a unidade chegou ao Brasil em fevereiro. Para otimizar o cronograma, a Petrobras realizou procedimentos de comissionamento ainda durante o trajeto marítimo. Consequentemente, o FPSO estava pronto para operar imediatamente após a ancoragem.
O Papel de Búzios na Economia
Atualmente, o Campo de Búzios consolida-se como a maior reserva de petróleo do Brasil, operando a 2 mil metros de profundidade. Um consórcio liderado pela Petrobras, com participação da CNOOC, CNODC e PPSA, conduz a extração no local. Dessa forma, o planejamento da estatal prevê a adição de mais quatro plataformas nos próximos anos, sendo que três já estão em construção.
Cenário Internacional e Mercado Interno
Por outro lado, a ativação da P-79 ocorre em um momento de pressão sobre os preços globais das commodities devido ao conflito no Oriente Médio. Desde então, o mercado reage aos riscos de bloqueio no Estreito de Ormuz, o que reflete diretamente nos custos internos. Portanto, como o Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel consumido, o governo busca estratégias para alcançar a autossuficiência no combustível em até cinco anos




