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terça-feira, 31 março, 2026

“O forró nunca foi moda, é eterno”, diz Santana ao defender identidade do São João

Santana, O Cantador defende a essência do forró e celebra o sucesso de João Gomes sem culpar artistas de outros gêneros nas festas de São João

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Em entrevista ao programa Forrobodó, da Rádio Excelsior Recôncavo, apresentado por Silvio Caldas, Celso Oliveira e Diego Araújo, no dia 16 de março de 2026, o cantor Santana, O Cantador falou sobre a presença de artistas de outros gêneros musicais em palcos tradicionalmente dedicados ao forró durante o São João.

Conhecido como um dos grandes nomes do Forró tradicional, Santana afirmou que não responsabiliza os artistas convidados para esses eventos. Segundo ele, os músicos apenas apresentam seu trabalho, enquanto a decisão de contratação parte dos organizadores das festas.

Apesar disso, o cantor fez um alerta sobre a importância de preservar a essência cultural das festividades juninas. Para ele, o São João conquistou sua grandeza justamente por manter características próprias ligadas à cultura nordestina.

“O artista não tem culpa. Ele lança o trabalho e quem contrata são os produtores. O que a gente pede é que não transformem a festa junina em um festival qualquer”, destacou.

Durante a entrevista, Santana ressaltou que a força do forró está diretamente ligada às raízes e tradições do Nordeste, transmitidas por gerações de mestres e artistas populares.

Ele também citou o sucesso do cantor João Gomes, que ganhou projeção nacional e internacional, como um exemplo de como a música nordestina pode romper barreiras e conquistar novos públicos.

Para Santana, conquistas como essa representam uma vitória coletiva para todos que defendem a cultura do Nordeste.

“Quando um artista como João Gomes rompe barreiras, todos nós nos sentimos representados”, afirmou.

Ao final da entrevista, o cantor fez uma reflexão sobre a permanência do forró ao longo do tempo. Segundo ele, o gênero não depende de modismos para continuar vivo.

“O forró nunca foi moda. Ele é eterno. É como um rio: às vezes corre mais forte, às vezes mais calmo, mas sempre volta com toda força”, concluiu.

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