O debate sobre a jornada de trabalho no Brasil avançou significativamente nesta quarta-feira (15). O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou o relatório definitivo favorável ao PL 67/2025. A proposta sugere reduzir a carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, o que, consequentemente, extingue a escala 6×1 no país.
Além disso, o parlamentar fundamenta seu argumento em dados econômicos e de saúde pública. Citando a Organização Mundial da Saúde (OMS), Prates ressaltou que a depressão e a ansiedade retiram US$ 1 trilhão por ano da economia global devido à perda de produtividade. No cenário nacional, os números também preocupam: em 2024, o Brasil bateu o recorde de 470 mil afastamentos por transtornos mentais, registrando uma alta de 70%.

Equilíbrio entre saúde e economia
De acordo com o deputado, o texto final é fruto de um amplo debate coletivo entre diversas categorias. “Apresentamos um parecer equilibrado que busca ganhos de eficiência e modernidade para o mercado”, afirmou Leo Prates. Dessa forma, o projeto foca na qualidade de vida do trabalhador como motor para uma economia mais saudável.
Portanto, mesmo com o envio de um projeto de urgência pelo Governo Federal esta semana, a tramitação do relatório de Prates segue normalmente na Comissão de Trabalho (Ctrab). O presidente da comissão, Max Lemos, confirmou que o texto possui consenso avançado, visto que concilia o bem-estar social com a eficiência operacional das empresas.




