As fortes chuvas que castigam a capital pernambucana provocaram uma tragédia na Zona Norte do Recife na manhã da última sexta-feira. Um deslizamento de terra de grandes proporções no bairro de Dois Unidos destruiu uma residência e resultou na morte de uma mãe e seu filho de sete anos. Nesse cenário, a fatalidade expõe novamente a vulnerabilidade das áreas de risco durante períodos de precipitação intensa na região metropolitana.
Vítimas e Resgate Desesperado
De início, as vítimas fatais foram identificadas como Jaqueline Soares da Silva, de 24 anos, e seu filho Riquelmy. Ambos não resistiram aos ferimentos causados pelo impacto e pelo soterramento na Segunda Travessa da Vertente do Lério. Além disso, o pai da criança, José Rodrigues da Silva Barbosa, e a filha caçula, Maria Helena, de apenas um ano e seis meses, foram resgatados com vida dos escombros.

Dessa maneira, a vizinhança e o Corpo de Bombeiros uniram forças em uma corrida contra o tempo. Moradores utilizaram as próprias mãos e ferramentas improvisadas para retirar a família da lama. Atualmente, José Rodrigues apresenta quadro estável, mas a pequena Maria Helena permanece em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Descoberta.
Alerta na Região Metropolitana
O desastre em Dois Unidos não foi um evento isolado na última sexta-feira. A UPA de Nova Descoberta informou que atendeu 11 pacientes vítimas de deslizamentos em um único dia. Consequentemente, sete desses feridos precisaram de transferência para hospitais de referência devido à gravidade das lesões.
Ademais, uma tragédia semelhante ocorreu no bairro do Passarinho, em Olinda. Lá, outra encosta cedeu e tirou a vida de uma mulher e seu bebê de apenas seis meses. Portanto, o volume acumulado de chuvas criou um estado de alerta generalizado, exigindo atenção redobrada das autoridades e das comunidades em encostas.
Ação da Defesa Civil
A Defesa Civil compareceu ao local do acidente para realizar vistorias técnicas após o resgate. Como medida de precaução, os agentes interditaram um imóvel vizinho à casa destruída. Afinal, a instabilidade do terreno permanece alta, já que o solo continua encharcado e vulnerável a novos desmoronamentos.




