O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou na noite de sexta-feira (11) a retirada do sigilo do processo que investiga o senador Jaques Wagner (PT-BA). Conforme consta na petição, a medida também liberou os dados dos procedimentos relativos aos casos Dark Horse, Cláudio Castro e Ciro Nogueira.
Mudança de posicionamento

A nova deliberação altera o entendimento aplicado na noite anterior, quinta-feira (10). Naquela ocasião, contudo, atendendo a um pedido do presidente do STF, Edson Fachin, o relator havia retirado o segredo de 14 procedimentos vinculados ao Banco Master, mas optou por preservar a privacidade de apurações consideradas sensíveis. Assim, o bloqueio protegia temporariamente o apuratório sobre o parlamentar baiano e, além disso, sobre o financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Suspeitas apuradas pela Polícia Federal
Em suma, o expediente mantido em segredo até quinta-feira apura a relação entre Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Por isso, mapeamentos da Polícia Federal registraram 74 contatos telefônicos entre ambos no intervalo de 18 meses. Segundo os investigadores, o senador atuou na defesa de pautas da instituição financeira no Congresso Nacional. Em contrapartida, o parlamentar teria recebido um imóvel de alto padrão em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. Até o momento, o congressista não confirmou nem negou o teor das suspeitas.
Por fim, o teor integral do despacho proferido na sexta-feira e os motivos que fundamentaram a revisão do posicionamento do magistrado ainda não foram detalhados oficialmente. Por consequência, o caso segue em acompanhamento.





