A polícia de Salvador efetuou a prisão do líder espiritual Joildo Gonzaga da Silva, de 62 anos, conhecido como Pai Pity. Em decorrência de crimes cometidos em 2015, o réu recebeu uma sentença de nove anos de prisão por estupro de vulnerável. Embora os fatos tenham ocorrido há quase uma década, a vítima, que tinha 10 anos na época, só relatou os abusos após sua família se afastar do terreiro Ilê Axé Opô Egunitá.
Histórico de manipulação e ameaças
De acordo com o inquérito policial, Joildo aproveitava momentos específicos para atacar a criança. Geralmente, as agressões aconteciam enquanto a mãe do garoto trabalhava ou cumpria obrigações religiosas de “recolhimento”. Além disso, o agressor utilizava sua posição de autoridade para silenciar a vítima.
O documento detalha episódios de extrema gravidade:
- Uso de rituais: Em um dos relatos, o agressor tentou abusar do menor enquanto vestia trajes cerimoniais.
- Coerção psicológica: Joildo forçava o garoto a assistir a conteúdos pornográficos. Posteriormente, ele fazia ameaças graves para impedir que o crime chegasse ao conhecimento de terceiros.
- Falsa afeição: Além de ignorar o sofrimento da criança, o homem afirmava que a “amava” para tentar justificar a violência cometida.
A conclusão do processo
Por fim, o tribunal baseou a condenação nos depoimentos consistentes e nas provas que confirmaram a prática criminosa. Portanto, o desfecho do caso encerra um longo período de impunidade. Vale ressaltar que o episódio reforça a importância da vigilância constante contra o abuso infantil em qualquer ambiente social ou religioso.
Canais de Denúncia: A proteção de crianças e adolescentes é uma prioridade absoluta. Caso você suspeite de qualquer forma de violência, denuncie pelo Disque 100. O serviço funciona 24 horas por dia e garante o total anonimato do denunciante.ato.0 funciona 24 horas por dia, é gratuito e anônimo.



