O Estreito de Ormuz, vital para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, está no centro de uma grave crise geopolítica. Nesta quinta-feira (19), França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão emitiram uma nota conjunta oferecendo apoio para reabrir a passagem, atualmente bloqueada pelo Irã desde 28 de fevereiro, em retaliação a ataques de Estados Unidos e Israel.
O fechamento do Ormuz já elevou os preços do petróleo de US$ 65 para US$ 120 o barril e causou instabilidade nos mercados globais. No Brasil, o diesel subiu em média 18%, com risco de greve nacional dos caminhoneiros.
A declaração marca uma mudança de postura dessas potências, que há poucos dias haviam rejeitado integrar qualquer esforço militar liderado por Donald Trump e Israel. O comunicado condena ataques iranianos a infraestruturas civis e energéticas, e enfatiza que a liberdade de navegação é um princípio essencial do direito internacional.
O conflito se intensificou após Israel bombardear o campo de gás South Pars no Irã, provocando retaliações de Teerã em instalações de energia no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, mantém o bloqueio do Ormuz contra aliados de EUA e Israel, elevando o risco da maior crise energética e diplomática das últimas décadas.



