A Sexta-feira Santa representa um dos momentos mais profundos de reflexão para milhões de fiéis ao redor do mundo. Isso ocorre porque a data marca a crucificação e morte de Jesus Cristo, exigindo dos Católicos um dia de recolhimento e penitência. Dessa maneira, a tradição de não comer carne vermelha surge como um gesto de respeito e sacrifício em memória do sangue derramado no Calvário.
De acordo com os preceitos da Igreja, a abstinência de carne é obrigatória para os fiéis a partir dos 14 anos. Além disso, o Código de Direito Canônico orienta que o dia seja acompanhado pelo jejum parcial, onde se faz apenas uma refeição completa. Nesse sentido, o peixe tornou-se o substituto principal nas mesas brasileiras, simbolizando uma alimentação mais simples e humilde durante o período de luto cristão.

O Significado do Sacrifício
Embora muitos vejam a prática apenas como um costume alimentar, o sentido espiritual vai muito além do prato. Consequentemente, ao abrir mão de um prazer cotidiano, o fiel busca uma conexão mais íntima com o sofrimento de Cristo. Portanto, o foco do dia não deve ser a sofisticação do banquete de peixe, mas sim a caridade e a oração em família.
Além do mais, as paróquias em todo o país realizam a tradicional Celebração da Paixão às 15h, horário em que, segundo as escrituras, Jesus teria morrido. Com isso, a ausência de carne vermelha funciona como um lembrete constante do caráter sagrado da data. Por fim, a prática prepara o espírito dos devotos para a celebração da ressurreição, que ocorre no Domingo de Páscoa.
Guia da Tradição na Sexta-feira Santa
| Prática | O que significa? | Quem deve fazer? |
| Abstinência de Carne | Gesto de respeito ao sangue de Cristo | Fiéis a partir dos 14 anos |
| Jejum | Disciplina espiritual e penitência | Adultos (18 a 59 anos) |
| Oração das 15h | Momento da morte de Jesus | Toda a comunidade cristã |
| Caridade | Prática de ajudar o próximo | Recomendado a todos |




